Tel: +55 (51) 3265-1717

 

Trimarã de 40 metros bateu em um objeto não identificado e abandonou a tentativa

Por Rosângela Oliveira
Da redação da www.nautica.com.br


BanqueMesmo velejando 324 milhas à frente do atual recorde de volta ao mundo, maxitrimarã Banque Populaire V, desistiu da tentativa de conquistar o troféu Julio Verne devido a uma colisão com um OFNI (Objeto Flutuante Não Identificado) na madrugada do dia 3 de fevereiro, o que causou a quebra de uma das bolinas do barco. O troféu Julio Verne é dado ao detentor do recorde da volta ao mundo a vela. A marca atual é do trimarã Groupama 3 comandado pelo francês Frank Cammas, que completou a volta ao mundo em 48 dias, 7 horas e 44 minutos em 2010.
Segundo o capitão Pascal Bidegorry foram 24 horas de esforços para o conserto da peça, que teve de ser cortada e ficou com dois metros em vez dos 5,8 metros habituais.
O capitão declarou que com essas condições o barco perde muito potencial de competitividade e com os ventos das Ilhas Kerguelen pela frente o comprimento total da bolina é essencial.
O Banque Populaire V estava no mar há 14 dias em busca do recorde e deixou a prova neste sábado dia 5 de fevereiro.

 

Um começo selvagem, molhado e ventoso, assim foi a largada da 3ª etapa da VELUX 5 OCEANS, regata solo de volta ao  mundo que partiu no domingo com quatro barcos do porto de Wellington, Nova Zelândia. Com os fortes ventos, de 25-30 nós os comandantes zarparam para Punta del Este, no Uruguai, a terceira de cinco etapas que compõem  a The Ultimate Challenge Solo.

velux

Apesar do tempo, centenas de pessoas compareceram ao Queens Wharf  para assistir a cerimônia de despedida da largada que teve lugar a poucas centenas de metros da costa.
Com o tiro de partida  às 14h30, hora local, o capitão americano Brad Van Liew, o líder geral da competição, que foi primeiro, a bordo do Le Pingouin, a saiu na frente em direção a primeira marca da regata ainda no interior do porto, a duas milhas marítimas do início. Mas foi o polonês 'Gutek' , Zbigniew Gutkowsk Gutkowski no Operon Racing que roubou a cena ao montar por primeiro a marca.

Depois de uma dramática corrida antes da a saída, para consertar um vazamento de óleo a bordo do Active House, o canadense Derek Hatfield cruzou a linha de largada em terceiro lugar, mas superou Brad Van Liew no caminho para a primeira marca. No momento que os skippers iam pela Barrett Reef, no Estreito de Cook, os ventos atingiram 50 nós. O capitão britânico Chris Stanmore-Maior começou a corrida em quarto, depois de problemas com a genoa no Spartan.
A perna de 6.000 milhas náuticas de Wellington para Punta del Este, no Uruguai, vai levar a flotilha para o Oceano Austral, pela latitude 56 graus sul para contornar o Cabo Horn, no extremo sul da América do Sul . Ao longo do caminho os capitães vão enfrentar ondas que podem atingir até 25 metros de altura e ventos que sopram constantemente entre 25 e 40 nós - e muitas vezes mais.

00047509_tEles irão também passar pelo ponto Nemo, o lugar mais remoto do mundo, com mais de 2..000 milhas náuticas afastado da terra, em todas as direções. Depois de sobreviver a todo o Oceano Antártico eles cruzaram pelo Cabo Horn, onde milhões de toneladas de água são forçados através de um espaço de 400 milhas de largura entre o continente da América do Sul e Antártica .
A VELUX 5 Oceans começou a partir de La Rochelle, em França, em outubro e conta com cinco etapas oceano. Após a partida de La Rochelle foi na Cidade do Cabo, e depois de Wellington na Nova Zelândia. A frota está agora a caminho de Punta del Este, no Uruguai e depois para Charleston os EUA, antes de retornar para o outro lado do Atlântico para a França.

Para saber todas as novidades e manter-se atualizado visite: www.velux5oceans.com/

 

Uma grande quantidade de barcos e público compareceu no sábado (5) próximo a linha de largada para acompanhar as primeiras milhas da 23º edição da tradicional Regata Oceânica Buenos Aires – Río de Janeiro, organizada pelo Yacht Club Argentino e Iate Clube do Río de Janeiro desde 1947.

BARJ1

A linha de largada foi montada nas imediações do Km 5 do Canal Sul do acesso ao Porto de Buenos Aires. Às 15 horas foi dada a partida da competição com vento Sul -Sudoeste de 18 nós de intensidade e com o nível do Río da Prata abaixando. Participam oito barcos, seis em regata e dois em cruzeiro. O veleiro “Esperanza” da Prefeitura Naval Argentina desistiu da regata.

BARJ

Após a largada os veleiros Bonanza e Abbey Sea Shipping Services foram os únicos colocarem spinnaker, porém derivaram demasiado e voltaram a Genoa 1. Os demais barcos navegaram até a costa de Quilmes para buscar a única marca de percurso, no km 19 do Canal de aceso ao Porto de Buenos Aires. Os barcos já então navegando com 18 nós de vento alcançaram boa velocidade buscando a saída do Rio da Prata.

BARJ2

Os participantes da regata são:

Bonanza - Diego Rafetto, do Club Naval de Uruguay

Fortuna II - Gustavo Lioi Pombo, da Armada Argentina

Abbey Sea Shipping Services - Esteban Kallay

María Maria - Juan Nacarato

Intrepid - Raúl Révora

Extra Brut - Pablo Swiecicki

Acompanham a regata os barcos: Fjord VI e Gitana del Sur

O recorde da regata no tempo real pertence ao veleiro Rambler, de 2008 sob o comando de Ken Read, com 4dias 09 horas 55 minutos 45 segundos. No entanto no tempo corrigido o recorde do Daphne de Germán Frers desde 1987.

 

Tabla de Posiciones

YATE

FECHA

HORA GMT

LATITUD

LONGITUD

RUMBO

ABBEY SEA BACCARAT

6-Feb

12:09:05

34 58.70

055 59.55

80

BONANZA

6-Feb

12:10:36

34 57.73

056 01.20

90

EXTRA BRUT

6-Feb

11:09:05

34 50.20

057 55.32

120

FJORD VI

6-Feb

12:08:50

33 36.20

052 47.33

70

FORTUNA II

6-Feb

12:09:05

34 58.23

056 00.57

85

GITANA DEL SUR

6-Feb

12:07:59

34 57.85

056 02.18

85

INTREPID

6-Feb

12:09:20

34 55.90

056 21.78

110

MARIA MARIA

6-Feb

12:09:05

34 57.98

056 06.46

75

 

Acompanhe as posições no site do Yacht Club Argentino: www.yca.org.ar

 

O maxi trimarã Banque Populaire continua sua corrida na tentativa de quebra de recorde em volta ao mundo no Troféu Julio Verne – 2010 – 2011. Vale a pena dar uma olhada no live tracking: Clique aqui .Tem fotos, vídeos e todas as informações da navegação do skipper Pascal Bidégory e seus 13 tripulantes.


 

 

O livro “A História do Transporte Hidroviário no Interior no RS” é um importante registro sobre esta atividade que tem suas raízes na formação socioeconômica e cultural do estado. Os autores Manoel Ramalho Campelo e Paulo Antonio Dutra Duhá deram uma importante contribuição para conhecermos o desenvolvimento da navegação gaúcha, com riqueza de informações. Além de ser uma obra apresentada em especial edição. A biblioteca do VDS recebeu um exemplar do autor Ramalho Campelo.

 

Lhidrovia3

Lhidrovia1

Lhidrovia2