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Folder da ilha Chico traz informações para os associados e visitantes

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O Veleiros do Sul confeccionou um novo folder para ser distribuído aos associados e visitantes que forem a nossa subsede, na ilha Chico Manoel. Nele traz um texto com a breve história da concessão da ilha ao VDS e o seu regulamento de utilização. A frente do folder é uma cópia da capa de um extraordinário trabalho de pesquisa geográfica sobre a ilha, realizado em 1924 por um autor desconhecido.

 

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Saiba mais sobre a nossa ilha Chico Manoel

Aspectos Geográficos

A Ilha Chico Manoel situa-se no rio Guaíba, a meio caminho entre as praias de Belém Novo e do Lami, a cerca de 32 km da sede do Veleiros do Sul. O seu formato assemelha-se a uma pêra, com a extremidade mais fina apontando para o Canal do Guaíba e a mais arredondada e bojuda para a Ponta dos Coatis, da qual fica a 250 metros. A sua área tem 214.916 m² de superfície, e a sua circunferência, pela picada da base do morro é de 1.930 metros. A altura culminante na estaca 15 é de 43 metros. A extensão maior da ilha é de leste a oeste, com 754 metros.  E a largura menor, de norte a sul, 436 metros.

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Muito bonita e pitoresca, a ilha tem, em seu contorno, pedras ou matacões de granito de tamanhos variados. Possui cerca de 60 metros de praia de areia grossa, típica do Guaíba, além de Capões de mato baixo. A sua mata é composta de catiquá, camboriú, amarílis, cocão, batinga, laranjeira-do-mato, canela preta e amarela, figueira de folha miúda, ipê, guajuvira e outras madeiras brancas nativas. Também foram plantadas árvores frutíferas, tais como limoeiros, laranjeiras, ameixeiras e abacateiros, além de várias timbaúvas e acácias. Na cota de 6 metros, alternâncias de capões e campo. Nela também há um cemitério Guarani, pesquisado por arqueólogos. O seu ponto mais alto é denominado “Alto Alegre”, onde se situa o marco geodésico de triangulação do morro da Ilha.
A Ilha possui um trapiche de madeira entre dois molhes, uma sede em alvenaria, constituída por um amplo salão de 10m x 4m, uma varanda de 10m x 2m com vista sobre o ancoradouro e banheiros com chuveiros, casa do zelador, e uma picada de acesso à praia localizada no lado sul, dotada de sinalização e corrimão para auxiliar a passagem nos trechos íngremes.

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História

A ilha Francisco Manoel, ou “Chico Manoel”, como os freqüentadores a chamam, sempre foi um ponto de atração dos velejadores em seus passeios e excursões pelo Guaíba. Oferece abrigo natural a todos os ventos e o seu uso indiscriminado estavam causando a sua gradativa depredação, quer por navegadores inescrupulosos, com relação à ecologia, como por pescadores que ali acampavam.

Ao assumir a Comodoria, Mário Bento Hoffmeister, ouviu do ex-Comodoro Jorge G. Bertschinger que a ilha Francisco Manoel estava abandonada e seria oportuno tentar conquistá-la para o Veleiros. Em entrevista com o governador Ildo Meneguetti, ele mostrou franca receptividade. Em segunda audiência, o governador comunicou que não “doaria” a ilha ao Veleiros, mas concederia o seu uso por 99 anos.

Foi assim que, em 30/06/1966, o governador do Estado, Ildo Meneguetti, o secretário da fazenda Ary Burger e o secretário dos transportes Tertuliano Borfill assinaram o Decreto nº. 17946 com cessão por 99 anos à Sociedade Náutica Veleiros do Sul, da Ilha Francisco Manoel. Na ocasião da doação, a Chico possuía apenas, além de dois molhes de pedra, uma casa velha de madeira do ex-Deprec, a cabana do velho pescador que lá residia, além do marco de triangulação geodésica, colocado em seu ponto culminante.