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Eles querem o mundo. Tiago Loch Quevedo pela água. Alex Raphael, nos gramados. Torcedor ferrenho do Inter, o guri de 14 anos deixou o futebol como esporte secundário na sua vida. Na verdade, como uma segunda paixão. É pelo colete flutuante e a malha térmica que o estudante do 1º ano troca a camisa 9 colorada todos os dias. 

São só pelos jogos ausentes na arquibancada do Beira-Rio que ele lamenta ter de dedicar-se tanto à vela, onde já conquistou oito títulos — Campeonato Sul brasileiro 2014, 11ª Copa Mercosul de Optimist 2014, Campeão gaúcho de 2014, Bicampeão Sul-brasileiro (2014 e 2015), Bicampeão Brasileiro (2014 e 2015) e 5º lugar no Mundial de Optimist 2014. 

Um deles — o mais importante até aqui — é uma vitória que o velejador de olhos azuis se orgulha em compartilhar com o meia de Diego Aguirre. Em novembro de 2014, Tiago embarcou com a equipe de Optimist do Veleiros do Sul para Argentina, onde disputaria o Mundial de sua categoria, até 15 anos.

— Vela é um esporte de constância. Preparei o psicológico, como sempre faço — lembra o velejador, esbanjando toda sua maturidade. 
Eram cerca de 200 competidores do mundo inteiro. Tiago vinha de bons resultados, mas encararia adversários fortes, experientes. Sua mãe, Míriam Loch, 48 anos, sabia. E, de Porto Alegre, entrou em cena. Por uma coincidência, encontrou Alex, que passeava de folga no Veleiros e pediu um carinho do ídolo para o filho torcedor. Enviou, por Whatsapp, um vídeo com o maior incentivo que o filho poderia receber:

— Tiagão! Hoje, nós invertemos. Eu estou torcendo por ti. Você sabe que não tem glória sem sacrifício — disse o camisa 12 do Inter ao competidor mirim.

A resposta no Rio da Prata, na região de San Isidro, veio. Tiago deixou para trás seus medos, superou suas próprias expectativas e, como quem joga com 11 em campo, fez um golaço ao atravessar a linha de chegada em 5º lugar. Era preciso, então, agradecer ao ídolo pelas palavras.

Sem maiores detalhes, Tiago foi convidado por Zero Hora para ir até o CT Parque Gigante. Foi avisado que falaria sobre a paixão pelo Inter e o amor por velejar, esporte que pratica desde os oito anos. Mas deu de cara com uma de suas referências como atleta. 

O guri desinibido, que dá aula de como velejar em poucos minutos, emudeceu. O sorriso deu lugar às palavras. Alex apontou para o número 9 da camisa de Tiago, com o rosto do amigo Fernandão estampado. Compartilharam a saudade do eterno capitão e o torcedor, enfim, pôde dizer o resultado do campeonato que Alex o ajudou a vencer.

— O principal é o talento dele. Tudo o que vem em volta só complementa. Se tiver capacidade e dedicação no que faz, vai ser difícil alguém mudar isso — aconselhou o camisa 12 colorado. 

Mais uma vez, os dois parecem caminhar juntos. Vão em busca do mundial. Alex, o de clubes — que começa por uma vitória no Beira-Rio na quarta-feira, sobre o Santa Fe, pelas quartas de final da Libertadores e a conquista do campeonato — e Tiago na vela, com início no segundo semestre de 2015 na Polônia, de 25 de agosto a 5 de setembro. De certo em tudo isso, é que um estará torcendo pelo outro. 

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